Marcelin O Brabo, Febre90s, N.I.N.A, MU540 e Cypress Hill mostraram a variedade de linguagens que o rap e a música urbana levaram ao festival

O sábado do Lollapalooza 2026 passou por linguagens bem diferentes dentro do rap e da música urbana. Do funk de pista de Marcelin O Brabo ao rap de base do Febre90s, da presença de N.I.N.A e MU540 ao peso histórico do Cypress Hill, o segundo dia do festival reuniu nomes de gerações e propostas distintas no line-up.
Entre os destaques do dia esteve Marcelin O Brabo, um dos artistas mais jovens da programação. Com apenas 16 anos, o DJ e produtor levou para o festival um set centrado no funk carioca e transformou o espaço em pista. O uso da MPC foi um dos elementos mais comentados da apresentação, especialmente quando o artista tocou de olhos vendados, mostrando domínio técnico e segurança no palco.
No rap, o Febre90s apareceu como uma das apresentações que mais reforçaram identidade própria no sábado. Formado por pumapjl e SonoTWS, o projeto subiu ao Lolla com uma estética ligada ao boom bap e ao rap de base, sem abrir mão da linguagem que vem marcando sua ascensão. O show ainda contou com as participações de Leall, Lis MC e Putodiparis, ampliando a dimensão coletiva da apresentação e reforçando a força de uma cena que se constrói em conjunto.
Outro nome que chamou atenção no sábado foi N.I.N.A, que apareceu no festival com um look customizado do Brasil e sustentou o show com presença forte. A rapper carioca vem ocupando cada vez mais espaço na música urbana brasileira e levou ao Lolla uma apresentação que reforçou sua identidade no palco. A combinação entre visual, postura e repertório ajudou a marcar a participação da artista no line-up.
Na sequência, MU540 colocou o festival em outra frequência. Depois de ter passado pelo Lollapalooza Índia, o DJ e produtor transformou o Lolla Brasil em baile. Seu set aproximou o festival da linguagem da pista, com peso de grave e clima de rua. Uma das imagens que circularam do momento foi justamente a de N.I.N.A curtindo a apresentação, reforçando o elo entre artistas que vêm movimentando a música urbana no país.
O sábado também teve espaço para a história do hip hop global com o lendário Cypress Hill. O grupo subiu ao palco trazendo o repertório que o transformou em referência internacional e ainda apresentou uma música inédita, que deve integrar o próximo álbum da formação. O show reafirmou a importância de um nome que atravessa décadas mantendo relevância e presença de palco.
No caso do RAP NA RUA, a apresentação do Cypress Hill ainda acionou arquivo. No palco, DJ Lord apareceu ao lado do grupo, retomando uma conexão que já tinha passado pelo veículo em 2017, quando ele registrou um encontro com a equipe em outra passagem pelo Brasil. Esse tipo de memória reforça como a cobertura da cultura hip hop também se constrói na permanência dos registros ao longo dos anos.

DJ Lord segurando a camiseta do RAP NA RUA em 2017
Com recortes que passaram pelo baile, pela pista, pelo boom bap e pelo legado internacional, o sábado do Lollapalooza 2026 mostrou que o rap e a música urbana ocupam o festival por muitos caminhos ao mesmo tempo.





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