Terra Preta faz versão R&B e drill de “Chorando Se Foi”

Lançamento abre caminhos para o projeto RnDrill: rapper deixa para trás sua antiga versão e renasce mais sonhador e visceral 

Consolidado no meio do R&B brasileiro, Terra Preta inicia uma nova fase em sua carreira com o lançamento do single-clipe “Chorando Se Foi“. A música é uma releitura da famosa canção de Loalwa Braz Vieira, integrante do grupo Kaoma, e mistura R&B e drill, abrindo caminhos para o novo projeto do cantor, intitulado RnDrill. “Chorando Se Foi” chega às plataformas digitais na sexta-feira, dia 14, acompanhada por videoclipe dirigido por Danilo Komniski e com participação da atriz Janaína Simões. No audiovisual, Terra Preta mata seu antigo eu para fazer renascer o Terra Preta que sempre lutou por seu espaço como homem preto na sociedade, na música e no mundo.

Terra Preta explica como conseguiu representar no clipe a transformação interna pela qual passou: “Todos nós temos que lidar com nossos demônios internos, que são nossos medos, inseguranças, e que podem nos levar à auto sabotagem. No clipe de Chorando Se Foi, eu interajo com vozes da minha cabeça, interpretadas pela modelo Janaína. Essas vozes me deixam num estado de perturbação, que acabam gerando conflitos internos comigo mesmo, então, em determinado momento no videoclipe, eu consigo quebrar esses conflitos internos e mostro o renascimento, me responsabilizando pelos meus problemas e passando por cima do velho eu. A representação dessa situação é o Terra Preta cometendo o sequestro e o assassinato do próprio Terra Preta, ou seja, a destruição do meu ego é a destruição do meu velho eu, e assim prevalece um eu mais antigo ainda, muito mais sonhador e visceral.”

Para conseguir representar seu renascimento no clipe, Terra Preta contou com a colaboração do diretor Danilo Komniski, que gosta de RAP há muitos anos e já dirigiu audiovisuais premiados, como “Mãe Preta”, com trilha sonora de Edi Rock (Racionais MCs), e “Rua Mão Única”, com trilha sonora de SNJ. “É uma honra retomar trabalhos que tenham a ver com RAP, com a cultura hip hop, ainda mais nos tempos que estamos vivendo. Temos que nos posicionar politicamente e é uma satisfação imensa poder contribuir com a minha arte. Foi uma experiência incrível ter dirigido o clipe do Terra Preta, a equipe foi essencial e deu o sangue”. Além de Danilo, o diretor fotográfico Daniel Barjas – que dirigiu o audiovisual “Paz Em Meio Ao Caos”, do RZO com o grupo americano Bone Thugs-n-Harmony –, a diretora artística Lu Andrade, Flora Serra, responsável pelos efeitos especiais, e o roteirista Wagner Depintor integram o time de profissionais que atuaram nos bastidores do clipe.

Em sua versão de “Chorando Se Foi”, o rapper adiciona à música rimas contundentes sobre deixar o passado, sem deixar de honrar seu legado e correr atrás de seus objetivos. O drill, subgênero do RAP que está em alta, é definido pelo conteúdo sombrio e violento de suas letras e batidas sinistras influenciadas pelo trap. Esse foi o gênero musical escolhido por Terra Preta para dar o tom à sua nova fase, que misturado ao melódico R&B traz a confiança e a leveza que o artista carrega consigo mesmo. Essa melodia profunda tem a capacidade de tocar os sentimentos mais íntimos do ouvinte.

O R&B sempre foi minha casa, é um estilo musical agradável aos ouvidos, e a cadência, a violência e a agressividade que o drill proporciona, traz uma nova textura a minha música, eu posso ser melódico e lírico ao mesmo tempo”, conclui.

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