Terça-feira, 11 de agosto de 2026
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Espetáculo da N’kinpa tem baile preto em cena comandado pelo DJ Suissac

(Créditos da imagem: Thiago Tiggaz) O espetáculo Kuenda Kalunga, Kuenda Njila – É Possível Gargalhar Depois da Travessia?, da N’Kinpa – Núcleo de Culturas Negras e Periféricas, vai além da pesquisa cênica performática e faz uma imersão ritualística nos bailes de cultura negra com atuação ao vivo do DJ Suissac.

Espetáculo da N’kinpa tem baile preto em cena comandado pelo DJ Suissac

(Créditos da imagem: Thiago Tiggaz)

O espetáculo Kuenda Kalunga, Kuenda Njila – É Possível Gargalhar Depois da Travessia?, da N’Kinpa – Núcleo de Culturas Negras e Periféricas, vai além da pesquisa cênica performática e faz uma imersão ritualística nos bailes de cultura negra com atuação ao vivo do DJ Suissac.

Sublime, a cultura africana é fortemente marcada pela música, pelo ritmo que abre perspectivas diversas na arte. Inspirada nas culturas afrodiaspóricas, essa jornada da Coletiva N’kinpa convida as pessoas a brincarem, porque quem assiste também faz parte da magia. A encenação reverbera a pesquisa musical realizada e leva o baile preto para a cena. Com o DJ atuando e comandando as pickups, o público é seduzido a entrar nesse ritual interativo para dançar, divertir-se e celebrar junto com os atores a resistência negra, simbolizada pela música e pelo movimento.

O espetáculo foi concebido durante um ano de pesquisa, vivências e compartilhamento dos estudos cênicos e musicais da Coletiva com o corpo discente e docente e com a comunidade de duas escolas públicas municipais da zona sul da cidade de São Paulo: EMEF Ana Maria Benetti e EMEI Cruz e Sousa.

Sinopse/espetáculo

Criada em processo colaborativo, a montagem Kuenda Kalunga, Kuenda Njila – É Possível Gargalhar Depois da Travessia? tem direção artístico-pedagógica de Joice Jane Teixeira. A encenação é um espetáculo-brinquedo-performático e musical para todas as idades, resultado do projeto Terreiros Nômades: Macamba Faz Mandinga – Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena.

No centro do espaço-tempo, existem elementos encantados: tecido vermelho, corda de fitas, barcos com fotos e uma quartinha de fundamentos ancestrais, compondo a cenografia de um lugar no qual o presente e o passado se misturam. Na linha espiralar da Kalunga uma personagem enigmática, com seu caldeirão eletrônico musical, transforma sons e histórias em poesia, envolvendo jovens, crianças e adultos em um grande jogo no qual o que já aconteceu, muitas vezes, parece novo, e o novo tem um gostinho de história antiga. Juntos, brincantes e público vadeiam, dançam e gargalham enquanto cruzam essa travessia de encantamentos. “Preparem-se para entrar nessa roda e tentar responder: É Possível Gargalhar Depois da Travessia?”, desafiam e brincam os atores e as atrizes da N’kinpa.

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