Quinta-feira, 20 de agosto de 2026
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“CUMULONIMBUS”, sexto álbum de estúdio de Rashid, alcança mais de 1,5 milhões de streams em uma semana

Lançado na última terça-feira, 11 de agosto, o disco repercutiu de forma positiva tanto no público quanto na mídia especializada, recebendo críticas favoráveis e uma recepção calorosa dos fãs

Créditos: Renato Nascimento

A caneta segue afiada: o sexto álbum de estúdio de Rashid, “CUMULONIMBUS”, está nas ruas desde a semana passada e já registra a marca de mais de 1,5 milhões de streams nas plataformas digitais. Em 15 faixas, o disco revisita os elementos que fizeram do rap uma experiência que transforma trajetórias, não para reproduzir o passado, mas para buscar manter acesa a chama que um dia transformou a vida do próprio artista.  

Há duas décadas, Rashid constrói sua trajetória dentro da cultura Hip-Hop. Antes dos palcos, das certificações e das milhões de reproduções, havia o encontro de um jovem com um movimento que lhe oferecia linguagem, pertencimento e horizonte. Em “CUMULONIMBUS”, o artista revisita esse ponto de partida para compreender como o rap se transformou ao longo dos anos e como ele próprio também foi transformado. 

Para construir essa experiência, Rashid coloca no centro do disco os elementos fundamentais do rap: beat, rima, colagens, samples, entre outros símbolos. Para essa empreitada, convidou grandes parceiros conquistados ao longo da trajetória do artista: Emicida, Projota, Luedji Luna, Kamau, Rael, Paula Lima, MC Neguinho do Kaxeta, Jota Ghetto, Slim Rimografia e Flavia K.

Há, em “CUMULONIMBUS”, uma herança direta da escola dos grandes cronistas do rap brasileiro, em que cada rima funciona como uma fotografia de seu tempo e cada música se transforma em um convite à reflexão.

“Esse disco é também para lembrar que a nossa cultura não nasceu para ser apenas um produto, ela nasceu para mudar vidas. Existe uma coisa difícil de explicar para quem nunca viveu isso: quando o Hip-Hop te encontra, alguma coisa muda para sempre. É como ser picado por um bicho que não te deixa em paz. Você passa a enxergar o mundo através dessa lente, e tudo o que faz carrega um pouco desse sentimento. Esse disco nasce dessa chama que continua acesa depois de todos esses anos”, diz.

 

O título faz referência às nuvens que antecedem as grandes tempestades. Formadas pelo acúmulo de energia, elas anunciam que algo está prestes a acontecer. Essa metáfora traduz o espírito do disco, que reúne inquietações, memórias e reflexões acumuladas por Rashid sobre o rap e o seu tempo, condensadas em um trabalho denso e urgente. Como define o próprio artista, trata-se de "um álbum de descarrego": o momento em que toda a energia acumulada finalmente encontra uma forma de se manifestar.

 

O projeto também marca o nascimento de Defensores da Arte do Gueto, movimento idealizado por Rashid, que propõe criar espaços para encontros, ações e debates com aqueles que acreditam no potencial transformador da cultura e do Hip-Hop, com o intuito de fortalecer vínculos, estimular conversas e lembrar que o Hip-Hop sempre foi, antes de tudo, uma experiência coletiva.

 

O rapper propõe, então, um retorno à base que estruturou todo o campo fértil para o momento atual do rap, na missão de provocar nos outros a mesma sensação experimentada por ele mesmo quando tudo começou: o instante em que uma música deixa de ser apenas uma música e passa a representar uma possibilidade de vida e futuro.

 

“Eu tenho um compromisso com a cultura que me deu terra firme para pisar. Tudo o que construí nasceu desse encontro com o Hip-Hop. Então, em algum momento, senti que precisava devolver para a próxima geração um pouco daquilo que recebi. Não como alguém que tem todas as respostas, mas como alguém que continua fazendo perguntas', completa.

 

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