Mano Brown

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Ao centro: Mano Brown no camarim do Racionais Mc’s no VMB 2012

Rapper revolucionário e um tanto polêmico, Pedro Paulo Soares Pereira, Mano Brown, paulista, 44 anos, é pai de Domênica e Jorge Dias. Fanático torcedor do Santos, é famoso por ser vocalista do grupo Racionais MC’s,desde 1989. Suas letras retratam a realidade da periferia, denunciando a violência social e policial nas comunidades carentes. Mano defende a liberdade de expressão e prefere manter sua vida longe das câmeras. Envolveu-se em diversas polêmicas: em 2004, por exemplo, foi autuado por desacato à autoridade e só após pagar fiança saiu da delegacia e, em 2012, ao receber o XVI Prêmio Santo Dias de Direitos Humanos, sugeriu o impeachment do governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, por terem ocorrido na época várias chacinas na periferia da cidade de São Paulo.

Compositor de músicas como “Vida Loka I”, “Vida Loka II”, “Artigo 157“, “Jesus Chorou”, entre outras, planeja mudanças em sua carreira neste ano de 2014. Está preparando trabalho solo, que terá foco na “visão da vida por parte do mano que vive no limite e sempre em busca do amor”, prometendo um novo conceito para o rap.

Boggie Naipe, nome provisório do disco, tem influências da disco funk do fim dos anos 70 e início dos anos 80. O produtor Blow Fly (Clarence Reid), tido por muitos como precursor do rap, inspirou Brown e Lino Krizz na construção do disco, assim como o filme Embalos de sábado à noite e a banda de funk e soul Mtume.

Entre as músicas inéditas estão “Foi num baile black“, “Gansta Boogie“, “De frente para o mar” e “Amor Distante“. Seu parceiro do momento é o cantor e compositor Lino Krizz, atual backing vocal do grupo Racionais Mc’s. No final dos anos 8O, fez sucesso com a dupla Os Metralhas, que formava com o irmão gêmeo, DJ Dri.

Apesar de ter assumido nova postura, Mano Brown ainda prefere a discrição a aparecer na mídia, e diz estar preparado às possíveis críticas ao seu novo solo: “O rap não pode ser limitante. O negro já tem tantas limitações no Brasil, tantas regras e o rap ainda te põe mais cerca, não pode isso, não pode aquilo. O rap nasceu da liberdade e da expansão de ideias. É mais comovente se apoiar na fraqueza e divulgar isso, lavar roupa suja o tempo inteiro, expor as fragilidades o tempo todo, na feira livre”, constata.”Teve um momento em que isso foi preciso. Hoje em dia é exposição, é Datena, que entra na casa das pessoas e mostra a panela suja, o cara morto embaixo da cama, é isso aí. Teria que ser isso e eu não quero ser isso”, afirma. “Ninguém vai algemar o Pedro Paulo. Ninguém vai me fazer Mano Brown o tempo todo. Pode esquecer. Querer fazer a minha vida virar Racionais o tempo inteiro ninguém vai. Na minha vida mando eu. Eu quero que as pessoas sejam livres e eu também sou.” conclui.

Trechos de entrevista retirados da revista Rolling Stone

[youtube=http://youtu.be/HEHL3lc8r6Y]

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