Lele JP dá mais um passo para dominar o funk com “O Poderoso Chatão”, álbum que reúne a nata do gênero

Com um time de peso composto por MC IG, MC Tuto, MC Ryan SP, Oruam, MC Negão Original, MC Kelvinho, DJ Oreia, MC Neguinho do Caxeta, Leozinho ZS, MC Neguinho PRT, TrapLaudo, MC Menor K; o trabalho une o funk consciente à estética da ostentação e marca uma nova era do artista

Lele JP é hoje um dos nomes mais dominantes da música urbana nacional. O artista alcançou um marco impressionante ao ultrapassar os 700 milhões de streams no Spotify, consolidando-se como uma das vozes mais ouvidas do país. Uma parte desse número foi impulsionada por seu seu primeiro álbum, “Chatão”, lançado em agosto de 2025. Agora, sua trajetória como nome crucial da cena funk e trap ganha mais um capítulo com o lançamento de “O Poderoso Chatão”, seu novo trabalho. Lele é agenciado por Guilherme Sérgio Ramos de Souza, o MC IG, e também o primeiro projeto brasileiro pela Gringos World e pela plataforma norte-americana Vydia, marcando o primeiro elo internacional da produtora.

 O disco conta com a participação de artistas consolidados da cena como o próprio MC IG, MC Tuto, Ryan SP ,Oruam, MC Negão Original, MC Kelvinho, DJ Oreia,  Leozinho ZS,MC Neguinho PRT, TrapLaudo, entre outros, formando um verdadeiro dream team das narrativas da vivência do jovem periférico. (Ouça o álbum aqui)

O novo disco, como o nome autoexplicativo denota, é uma evolução natural do trabalho anterior. O que começou como “Chatão”, uma celebração da impulsividade, da atitude crua e da estética das ruas aparece em “O Poderoso Chatão” de forma mais amadurecida, como descrito pelo próprio artista, “agora estou pronto para comandar”.

O novo álbum traz também as características que marcaram os lançamentos anteriores e que é inerente à sua trajetória como artista: Os ensinamentos aprendidos nos bancos da igreja. “Eu aprendi música, inicialmente  frequentando os cultos. Foi lá que tive noções básicas para criar melodias, desenvolver minha sensibilidade lírica. Posso dizer que foi lá que iniciei minha jornada artística”, explica o cantor que gosta de abordar histórias de fé superação, em suas letras, dialogando diretamente com a vivência de grande parte da população das quebradas brasileiras.

A identidade visual do projeto reflete exatamente essa mudança. Com uma estética que funde o universo do funk a referências do cinema de máfia, mais notadamente Martin Scorsese e Francis Ford Coppola. “Na capa, eu apareço retratado no centro de um jogo de poder, cercado por aliados e inimigos. Eu não apenas participo da disputa, mas a controlo. É a imagem de alguém que aprendeu a usar a própria intensidade a seu favor”, conta o artista.

Já na contracapa, o artista aparece diante de um espelho, encarando o próprio passado. A cena reforça a ideia de que, mesmo no topo, a raiz permanece viva. O olhar fixo e a postura contida sugerem respeito à própria história, como se Lele dissesse: “eu não esqueci de onde vim, mas agora eu mando”.

O álbum começa com “Perfil do Mohamed”, faixa que já dá a deixa das parcerias que Lele convocou o time de elite. MC IG, MC Tuto,MC  Ryan SP, MC Kelvinho, DJ Oreia, MC Menor Kau, Menor Prodígio e DJ GBR narram as aventuras que a ascensão financeira proporcionou. Sexo, dinheiro, carros, autoconfiança, como todo bom funk ostentação.

O mesmo grupo de artistas traz a ginga em “Tropa do 77”, com uma base clássica de funk que promete estourar nos fluxos pelo país.

A malícia e a provocação seguem em “Contada de Mestre”, onde DJ Oreia traz o tamborzão na levada enquanto uma voz aguda fornece um ambientação para a melodia.

As boas parcerias e as crônicas urbanas sobre as aventuras e desventuras de um jovem periférico se repetem por todas as 17 faixas de “O Poderoso Chatão”. MC Negão Original, outro nome gigante da cena, oferece seu flow característico no desencontro amoroso de “Como te Levar a Sério”.

Mas nem só de ostentação, sexo e carro vive a narrativa de Lele. Em suas faixas de funk consciente, o ponto crucial é sobre sobrevivência. Em “Combustível da Fé”, o artista lembra que antes de tudo veio a força de vontade e a necessidade de crer no que parecia impossível. “Menor, vai buscar o que é teu/ É fiel quem te prometeu\ Até quem me derrubou me ergueu/ Os tropeços só fortaleceu”, entoa.

Mesmo em época de velocidade do Tik Tok e pressão do mercado para que as faixas caibam em um reel, Lele JP traz músicas com duração de até seis minutos. Pode parecer um contrassenso, mas é a confiança na base de fãs construída e na inteligência do público do funk. 

O conceito visual também orientou a produção do clipe, que aposta em uma narrativa de empoderamento, riqueza e postura. Tudo é pensado para transmitir clareza: uma imagem limpa, direta e sem ruídos, onde cada elemento — das roupas aos cenários — reforça a ideia de um artista que consolidou seu império.

Com “O Poderoso Chatão”, Lele JP apresenta uma nova fase, um novo código de conduta estética e música e se firma como uma referência cultural para a nova geração do funk e do trap brasileiro.

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