MC Lan revela sua jornada musical e planos de fusão entre funk e rock

MC Lan conquistou seu público com batidas ritmadas e um funk de favela autêntico. Com mais de 1 bilhão de visualizações acumuladas em seus clipes, ele se destacou com sucessos como “Rabetão”, “Xanaina”, “Open The Tcheka”, “Sua Amiga Eu Vou Pegar”, “Primeiramente”, “Sapequinha”, “Tic Tac”, “Xuliana”, “Grave Faz Bum”, “Cyclonado”, “Aprendestes”, “Cheio de Novinha”, “Me Adota”, “TumTum Balançando”, “Pararam Pam”, “Maquiavélico”, “5 Minutos de Merda”, “Malokera”, “Tcheleka”, “Fila Indiana”, “Cala Boca e Me Mama”, entre outros.

Mc Lan | Foto: Divulgação

Além do funk, Lan é um grande apreciador de blues, rock e heavy metal. O forró também ocupa um espaço especial em sua playlist, e ele admite ouvir os toques da zabumba com frequência. “Adoro blues e jazz, tenho uma tatuagem do Johnny Cash, coleciono discos e sou um entusiasta da música e da arte”, revela.

Há quatro anos no mercado do funk, o artista afirma que sua identidade musical passou por diversas fases antes de se consolidar. “Eu não era eu, não estava preparado ainda. Tentei no rap, no rock, tentei até ser emo. Experimentei várias coisas e nada deu certo. Agora estou tentando ser alguém e me encontrei no funk”. Entre suas principais referências, ele menciona Catra, Cidinho e DaLeste, artistas que, segundo ele, foram responsáveis por moldar uma geração e criar o movimento que as novas gerações preservam atualmente.

Durante o camping promovido pela GR6, MC Lan compartilhou detalhes sobre seu novo projeto, “Venom”, um dos trabalhos mais aguardados do ano. A proposta do disco envolve uma fusão inovadora de funk e rock, levando o gênero a um território ainda inexplorado. Sobre a empreitada, Lan confessa que tudo tem sido uma experiência nova para ele. “Acho que a mesma sensação que o público terá ao ouvir o álbum é a que estou tendo ao produzi-lo. O ‘Venom’ é um projeto da minha vida”.

Ele revela que, na verdade, o funk ocupa um espaço menor no disco, que explora muito mais o trap e o rock. “É um álbum de três volumes. O terceiro é de pop, mas um pop mais experimental, conceitual. Está sendo uma experiência única”. O cantor também destacou o papel fundamental de sua esposa na produção. “Ela é a diretora criativa do álbum. Antes, eu puxava tudo sozinho, mas agora somos nós dois, a dupla dinâmica, com vários amigos e artistas internacionais envolvidos”.

Ao abordar o conceito de pop experimental, MC Lan reconhece que o estilo vem ganhando cada vez mais espaço. No Brasil, artistas como Jaloo e Pabllo Vittar exploram essa vertente, enquanto no cenário internacional nomes como Arca e Lady Gaga se destacam. Sobre suas inspirações, Lan menciona sua conexão com produtores como Marinelli e Finneas, que trabalham com Billie Eilish, além de profissionais ligados à Björk. “Essa galera me fez enxergar a música de uma forma diferente. A inspiração vem das pessoas que encontramos, dos artistas com quem conversamos e nos conectamos”. Embora tenha se tornado um expoente do funk, ele se considera um roqueiro de coração. “Sempre gostei de hip hop também. Esse álbum é uma grande mistura de tudo que aprendi a gostar, viver e respeitar”.

MC Lan também falou sobre sua participação no show do Bring Me The Horizon no Allianz Parque no ano passado. “Foi uma experiência diferente e incrível. O Oliver e eu temos uma amizade especial, ele é quase um brasileiro. Estar no palco com ele e com o Di Ferrero foi muito especial”. Ele aproveitou para deixar um mistério no ar, sugerindo que novas colaborações com bandas de rock estão por vir. “Talvez vocês tenham uma surpresa este ano. Não posso contar ainda, mas até maio vocês vão descobrir”.

Para encerrar, MC Lan revelou um spoiler exclusivo: “Este ano, vou subir no palco com duas bandas de rock gigantescas. Já está tudo certo. Além disso, em breve sai uma música minha com uma dessas bandas e também estou participando do álbum de uma grande banda internacional que está voltando agora”. O artista reforça que prefere manter o suspense até o momento certo. “Eu gosto de viver como o Batman, meio escondido. O Breaking deu certo porque ninguém sabia. Só a gente mesmo que sabia o que ia acontecer”.

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