Espetáculo da N’kinpa tem baile preto em cena comandado pelo DJ Suissac

(Créditos da imagem: Thiago Tiggaz)

O espetáculo Kuenda Kalunga, Kuenda Njila – É Possível Gargalhar Depois da Travessia?, da N’Kinpa – Núcleo de Culturas Negras e Periféricas, vai além da pesquisa cênica performática e faz uma imersão ritualística nos bailes de cultura negra com atuação ao vivo do DJ Suissac.

Sublime, a cultura africana é fortemente marcada pela música, pelo ritmo que abre perspectivas diversas na arte. Inspirada nas culturas afrodiaspóricas, essa jornada da Coletiva N’kinpa convida as pessoas a brincarem, porque quem assiste também faz parte da magia. A encenação reverbera a pesquisa musical realizada e leva o baile preto para a cena. Com o DJ atuando e comandando as pickups, o público é seduzido a entrar nesse ritual interativo para dançar, divertir-se e celebrar junto com os atores a resistência negra, simbolizada pela música e pelo movimento.

O espetáculo foi concebido durante um ano de pesquisa, vivências e compartilhamento dos estudos cênicos e musicais da Coletiva com o corpo discente e docente e com a comunidade de duas escolas públicas municipais da zona sul da cidade de São Paulo: EMEF Ana Maria Benetti e EMEI Cruz e Sousa.

Sinopse/espetáculo

Criada em processo colaborativo, a montagem Kuenda Kalunga, Kuenda Njila – É Possível Gargalhar Depois da Travessia? tem direção artístico-pedagógica de Joice Jane Teixeira. A encenação é um espetáculo-brinquedo-performático e musical para todas as idades, resultado do projeto Terreiros Nômades: Macamba Faz Mandinga – Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena.

No centro do espaço-tempo, existem elementos encantados: tecido vermelho, corda de fitas, barcos com fotos e uma quartinha de fundamentos ancestrais, compondo a cenografia de um lugar no qual o presente e o passado se misturam. Na linha espiralar da Kalunga uma personagem enigmática, com seu caldeirão eletrônico musical, transforma sons e histórias em poesia, envolvendo jovens, crianças e adultos em um grande jogo no qual o que já aconteceu, muitas vezes, parece novo, e o novo tem um gostinho de história antiga. Juntos, brincantes e público vadeiam, dançam e gargalham enquanto cruzam essa travessia de encantamentos. “Preparem-se para entrar nessa roda e tentar responder: É Possível Gargalhar Depois da Travessia?”, desafiam e brincam os atores e as atrizes da N’kinpa.

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